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08/02/2018

Lúpus eritematoso sistêmico

Lúpus eritematoso sistêmico

Lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é um distúrbio autoimune inflamatório crônico que pode afetar a pele, articulações, células do sangue e órgãos internos, em especial rins, coração e pulmões. Pode afetar qualquer pessoa em qualquer idade, mas é 10 vezes mais frequente em mulheres do que em homens, e é visto com maior frequência entre 20 e 40 anos de idade. A causa não é compreendida, mas pode envolver componentes herdados e desencadeantes ambientais. O LES pode coexistir com outros distúrbios autoimunes, como síndrome de Sjögren, anemia hemolítica autoimune, tireoidite autoimunee púrpura trombocitopênica autoimune.

Os sinais e sintomas de LES são muito variáveis e incluem:

  • Dor muscular
  • Dor artrítica em uma ou mais articulações, com pouca lesão articular
  • Eritema, especialmente em forma de borboleta sobre o nariz e as bochechas
  • Febre
  • Fadiga persistente
  • Sensibilidade à luz ultravioleta
  • Perda de cabelos
  • Inflamação e lesão de órgãos e tecidos, incluindo rins, pulmões, coração, sistema nervoso central e vasos sanguíneos

Glomerulonefrite é comum em pessoas com LES, podendo evoluir para insuficiência renal. Lesões vasculares e do sistema nervoso central podem causar convulsões, depressão, psicoses, cefaleias, acidente vascular cerebral e embolia pulmonar.

Os sintomas de LES variam com o tempo e entre pessoas. Podem piorar rapidamente e desaparecer em seguida. O aumento de intensidade (exacerbação) pode ocorrer com frequência devido a estresse físico ou emocional e ser provocado provocado por estimulantes externos, como exposição à luz solar. Em mulheres grávidas é possível acontecer durante a gestação ou logo após o parto. É comum ocorrer abortos.

O LES pode ser induzido por medicamentos, como clorpromazina, metildopa, hidralazina, procainamida e outros. Os sintomas desaparecem ao suspender a medicação e, em geral, são mais brandos. São menos frequentes as complicações que envolvem os rins ou o sistema nervoso central.

Os exames laboratoriais abaixo são úteis no diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES):

  • Pesquisa de autoanticorpos, como:
    – Anticorpos antinúcleo (FAN) – Positiva na maioria dos pacientes com LES e em outras doenças do colágeno;
    – Anticorpos anti-Sm – Positiva somente em pacientes com LES;
    – Anticorpos anti-DNA de dupla hélice – Concentrações altas características de LES;
    – Anti-SSA e anti-SSB – Podem estar positivos.
  • Urinálise – Pode mostrar sangue, cilindros ou proteínas
  • Hemograma – Anemia com diminuição das contagens de leucócitos e plaquetas (comuns)
  • Fator reumatoide – Pode ser positivo
  • Eletroforese de proteínas – Aumento da gamaglobulina
  • Velocidade de hemossedimentação – Aumentada por causa da inflamação
  • Proteína C reativa – Elevada por causa da inflamação
  • VDRL – Pode ser falso positivo
  • Crioglobulinas – Com frequência são positivas; as crioglobulinas são proteínas plasmáticas anormais que se precipitam com o frio, podendo bloquear vasos sanguíneos.
  • C3 – fração 3 do complemento – Com frequência apresenta-se diminuída, o que pode ocorrer também em algumas infecções
  • Exames da coagulação, como PTT – Autoanticorpos podem prejudicar a coagulação

Exames não laboratoriais

Podem ser feitos exames radiológicos para avaliar lesões de órgãos.
Os exames laboratoriais abaixo são úteis no diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES):

  • Pesquisa de autoanticorpos, como:
    – Anticorpos antinúcleo (FAN) – Positiva na maioria dos pacientes com LES e em outras doenças do colágeno
    – Anticorpos anti-Sm – Positiva somente em pacientes com LES
    – Anticorpos anti-DNA de dupla hélice – Concentrações altas características de LES
    – Anti-SSA e anti-SSB – Podem estar positivos
  • Urinálise – Pode mostrar sangue, cilindros ou proteínas
  • Hemograma – Anemia com diminuição das contagens de leucócitos e plaquetas (comuns)
  • Fator reumatoide – Pode ser positivo
  • Eletroforese de proteínas – Aumento da gamaglobulina
  • Velocidade de hemossedimentação – Aumentada por causa da inflamação
  • Proteína C reativa – Elevada por causa da inflamação
  • VDRL – Pode ser falso positivo
  • Crioglobulinas – Com frequência são positivas; as crioglobulinas são proteínas plasmáticas anormais que se precipitam com o frio, podendo bloquear vasos sanguíneos
  • C3 – fração 3 do complemento – Com frequência apresenta-se diminuída, o que pode ocorrer também em algumas infecções
  • Exames da coagulação, como PTT – Autoanticorpos podem prejudicar a coagulação

Exames não laboratoriais

  • Podem ser feitos exames radiológicos para avaliar lesões de órgãos

Tratamento

Ainda não há cura para o lúpus eritematoso sistêmico (LES), embora os sintomas e sinais possam desaparecer (remissão). O tratamento tem o objetivo de aliviar os sintomas e reduzir as ocasiões em que a doença se agrava e provoca complicações. Para diminuir as situações em que ela se agrava, quem tem LES devem manter repouso e evitar estresse e exposição à luz ultravioleta. Se notar que alguma substância piora os sintomas, evitar usá-la.

Existem medicamentos para aliviar a dor, diminuir a inflamação ou tratar complicações. Os usados com mais frequência são anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno ou naproxeno, antimaláricos e corticosteroides. Em casos mais agressivos, são utilizados imunossupressores. O paciente deve colaborar com o médico para que ele possa estabelecer um plano de tratamento adequado, que varia com mudanças dos sintomas e do estado de saúde da pessoa. Mulheres que pretendem engravidar devem adaptar seu tratamento, porque alguns medicamentos são prejudiciais ao feto.

 
Fonte: https://labtestsonline.org.br/conditions/lupus-eritematoso-sistemico