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10/03/2018

Câncer de colo do útero

Câncer de colo do útero

Câncer de colo do útero

O que é?

O câncer de colo do útero (câncer cervical) é causado por crescimento descontrolado de células da cérvice uterina. A cérvice é a parte inferior estreitada do útero. Tem a forma de um cone e comunica o útero com a vagina.

É o segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres em todo o mundo (depois do câncer de mama). Desde a introdução do teste de Papanicolaou, um exame de triagem que permite o diagnóstico precoce de lesões pré-cancerosas e cancerosas no colo uterino, a incidência de câncer cervical invasivo nos países desenvolvidos diminuiu em até 70%.
  
O câncer cervical é um tumor de crescimento lento. As primeiras alterações ocorrem nas células que revestem a parte externa ou o canal da cérvice, e são detectadas no teste de Papanicolaou como “células atípicas”. Essas atipias não são, no início, características de lesões pré-cancerosas, podendo ocorrer temporariamente como resposta a infecção ou a irritação da cérvice. Quando evoluem, assumem características mais definitivas de lesões pré-cancerosas, com probabilidade maior de progredirem para câncer se não forem tratadas. Alterações cancerosas iniciais se limitam à superfície de revestimento, quando são chamadas carcinoma. Sem tratamento, o tecido canceroso invade os tecidos vizinhos da cérvice e outras áreas do corpo.
  
Com detecção precoce, o câncer de colo do útero é tratável com facilidade. Se não for tratado, é quase sempre fatal. Com o tempo, ele se dissemina para o resto do útero e para bexiga, reto e parede abdominal. Após atingir os linfonodos pélvicos, forma metástases à distância.
  
Fatores de risco
  
O fator de risco mais importante de câncer de colo do útero é a infecção por papilomavírus (HPV). É um grupo de vírus que causa verrugas em diversas partes do corpo, incluindo a cérvice uterina. Os vírus que afetam a genitália são transmitidos sexualmente.
  
As cepas cervicais do HPV são divididas em categorias de alto e de baixo risco em relação ao câncer cervical.
 
Mulheres que iniciam a vida sexual cedo, que têm muitos parceiros sexuais ou um parceiro com muitas parceiras apresentam um risco maior de infecção, assim como as infectadas com HIV/AIDS ou com outros tipos de depressão imunológica. Fumantes têm o dobro do risco de câncer cervical de não fumantes.
  
Prevenção
  
A prevenção do câncer cervical é feita evitando fatores de risco, como múltiplos parceiros sexuais, sexo não protegido e fumo, e promovendo a triagem e o tratamento precoce de lesões pré-cancerosas.
   
A vacina contra infecções por papilomavírus é segura, mas só é eficaz se aplicada antes da exposição inicial ao vírus. Por isso, sua aplicação ideal é antes do início da vida sexual. Por outro lado, ela não dá proteção total contra o câncer cervical e seu uso não dispensa a triagem de rotina recomendada.
   
Sintomas
  
Alterações pré-cancerosas da cérvice uterina não causam sintomas. Mas quando eles aparecem – por exemplo, corrimento vaginal e sangramento anormal entre os períodos menstruais ou após relações sexuais – em geral, o câncer já atingiu o estágio invasivo e pode estar disseminado para os tecidos vizinhos.
No entanto, além do câncer, existem muitos outros problemas que podem causar sangramento ou corrimento vaginal. Por isso, é importante que o médico determine a causa precisa.
  
Exames laboratoriais
  
Exames de triagem
Teste de Papanicolaou: O teste de Papanicolaou, em que células cervicais são colhidas sobre uma lâmina de vidro e coradas com corantes especiais para exame microscópico, é largamente usado para pesquisa de alterações pré-cancerosas e cancerosas nas células cervicais.

Papiloma vírus (HPV): O American College of Obstetricians and Gynecologists recomenda desde 2003 que a pesquisa de DNA do HPV seja oferecida e mulheres com mais de 30 anos de idade, além do exame pélvico anual e do teste de Papanicolaou a cada três anos. Antes dos 30 anos, a pesquisa de HPV não se justifica porque a infecção é muito frequente e em geral se resolve sem tratamento. Os exames podem ser mais frequentes se houver fatores de risco ou resultados anteriores positivos.